Terça-feira, Março 25, 2008





O ELOGIO DA INTOLERÂNCIA

Uma coisa me parece muito errada, e a intolerância me leva a combatê-la: o Cristianismo é, na cabeça de muita gente, um monte de crendices e superstições, ou até uma máquina de lavagem cerebral que gera dinheiro a um bando de velhos ricos, especialmente um que se diz "Cristo na Terra". A idéia soa agressiva demais? Ok, talvez só pareça verdade na cabeça de uns poucos anti-cristãos ferrenhos, mas uma versão mais atenuada ainda convence muita gente. Eu bem que gostaria de me dirigir a cada pessoa que, sem ter uma idéia clara de como as coisas realmente são, desfia um rosário de insultos contra a Igreja e seus "ramos", mas não posso. Por isso, faço deste post um "mini-palanque" e rebato, bem-intencionado, parte de toda essa ladainha contra o Catolicismo (não posso falar muito sobre as crenças protestantes, mas só porque não as estudei o bastante) que vem me incomodando há tempos.

Antes de continuar, quero pedir desculpas por ser tão relapso com o blog. Foi-se o tempo em que eu tinha vontade de postar semanalmente, ou mesmo uma vez por mês. E nem mesmo se trata de estar ocupado demais pra escrever aqui, mas sim de um mal aproveitamento da folga ("mal" se a prioridade fosse manter movimentado este Moogle's Lair). Espero que gostem do retorno!

A QUINTA DIMENSÃO

Muita gente tem o péssimo hábito de encarar as crenças religiosas como superstições, idéias sem outro fundamento que não a aprovação de quem acredita nelas. Essa visão é digna de quem pensa estar "acima dessas coisas, ligado apenas ao 'mundo real'". Como se a fé fosse uma invenção da mente humana. Alguém seria capaz de provar isso? E, se for verdade, por que a coragem, a motivação e o espírito de liderança também não seriam produto da cabeça de alguém? Idéia estranha, com certeza. Ainda estou para ver o dia em que for confirmada.

Para quem acredita, a espiritualidade é como uma quinta dimensão existencial (além das três físicas, é possível considerar o tempo como uma): sem ela, não podemos "enxergar" as coisas como realmente são, ao menos as realidades humanas. Imaginem, por um momento, que as pessoas são somente uma manifestação física. Seus pensamentos, emoções, desejos, tudo pode ser resumido a uma série de processos bioquímicos. Onde entra a individualidade de cada um? Tudo bem, a matéria tem a mesma constituição, mas varia de forma. E quanto a nossa individualidade, que vai muito além das diferenças físicas? Será que tudo pode ser resumido à matéria?

Mesmo que vocês não acreditem uma alma propriamente dita, possivelmente estão pensando "deve haver mais no mundo do que a gente pode ver". Uma força, um espírito, uma outra dimensão em que as coisas acontecem, mas de uma maneira misteriosa. Quem quiser compreender a fé de alguém só poderá fazê-lo a partir do momento em que admitir que o outro acredite, de fato, nesta quinta dimensão.

THE BLASPHEMY CHALLENGE

Dia desses, soube de um "desafio" veiculado no YouTube, chamado "The Blasphemy Challenge", cuja proposta é desafiar as pessoas a mostrar, em depoimento gravado, o tamanho de sua certeza sobre a inexistência de Deus (no conceito cristão ocidental). Só assisti a um até agora (o único que o autor teve a bondade de legendar), já que praticamente todos estão em inglês e não sou bom em traduzir o que escuto.

Fazendo bom uso do inglês aprendido com jogos de videogame, li vários comentários feitos nas páginas dos vídeos. Basicamente, temos ateístas sentindo-se representados pelos vídeos, cristãos (ou não, talvez) rebatendo argumentos, pessoas apenas elogiando o trabalho, ou comentários mal-educados reclamando de algo.

Pelo que li, e não sei se devo me animar ou ficar triste com isso, muitos comentários expressam um ateísmo pouco esclarecido. Aquelas velhas idéias, como a de que o Novo Testamento foi inventado pelos apóstolos (quando até hoje sua autenticidade não foi desmentida por historiadores), ou de que há um incentivo à violência (mesmo sendo idéia corrente que os textos, muito especialmente os do Antigo Testamento, não devem ser interpretados ao pé-da-letra), estão lá. Não sou teólogo, e com certeza há muitas pessoas muito mais competentes do que eu para defender o Cristianismo. Mesmo assim, faço questão de continuar estudando o assunto, e não demorarei a postar a próxima parte dessas reflexões.

Para o texto seguinte, esperem uma análise de como uma suposta “Força Criadora” pode ser “pessoal, una e trina”, e outros aspectos complicados da fé cristã. Até lá!

“Fé é a ousadia do espírito de ir além do que ele pode ver”
(autoria desconhecida)


Mr. Moogle Postou às 3:57 PM

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Sexta-feira, Agosto 10, 2007






MUDANÇA DE ROTA

"Chegamos ao segundo mês seguindo aquela idéia dos '5 minutos diários de blog'. Para aproveitar o novo ânimo, larguei um pouco as resenhas de cinema para tratar de uma polêmica, coisa que eu não fazia desde o começo do ano passado." Ironicamente, esta era a introdução prevista para o post de junho. Ocorreu que o tema a ser abordado era tão cabeludo que vou precisar de algumas leituras para abordá-lo. Mudar de assunto de repente e não ter em mãos o livro de que preciso atrasou os planos. Pra completar, viajei para São Paulo no final do mês (junho), e o monte de coisas a fazer deixou como última prioridade a atualização do blog. Ah, sempre uma desculpa... Espero que o excelente alvo da resenha compense a enrolação! Ah, sim, mais um pequeno apontamento: estou escrevendo esse texto aqui desde junho!

The Nightmare Before Christmas foi lançado há catorze anos e mesmo assim continua fazendo sucesso, e foi ainda por cima relançado em 2006 nos Estados Unidos numa versão em 3D para ser vista nos cinemas. Vejam vocês que é apenas um exemplo da permanência do longa-metragem na lista dos grandes sucessos da animação: há muitos mais a serem mostrados mas, antes disso, falemos filme em si!

ANIMAÇÃO PARADA (NO BOM SENTIDO)

O Estranho Mundo de Jack ("tradução" do título) foi inteiramente filmado em stop-motion. A técnica é bastante conhecida e há quem a considere ultrapassada, mas vale a pena explicar como funciona: são feitos modelos dos cenários e bonecos dos personagens, e para estes são feitas várias cabeças com expressões faciais diferentes. Usa-se um material bastante modelável para os personagens, pois é assim que ganham vida: suas posições corporais são continuamente alteradas e fotogradas, e depois todas as imagens são exibidas em sequência. O abacaxi vem na hora de sincronizar todos os movimentos com os sons, mas vocês vão concordar comigo quando eu digo que Tim Burton, produtor do filme, e sua equipe fizeram isso com maestria!

ODE AO "HOMEM-ELFO"

A trilha sonora de O Estranho Mundo de Jack é obra do célebre Danny Elfman, que voltaria a trabalhar com Burton muitos anos depois, em outros excelentíssimos filmes (A Noiva Cadáver, A Fantástica Fábrica de Chocolate). As músicas são um show à parte, porque têm letras extremamente criativas e mantêm uma bela sincronia com o filme, além de ainda terem melodias marcantes. No final do post, coloquei links para "clipes" do filme no YouTube, para vocês confirmarem se Danny Elfman é um excelente compositor ou não! Ah, só não recomendo que deixem as legendas ou o áudio em português na hora das músicas, porque as "traduções" nem se comparam às originais. Ainda sobre Elfman: ele dublou diversos personagens do filme! Para mais informações, sugiro o artigo da Wikipedia sobre o filme.

PERFIL DO "REI DA ABÓBORA"

Jack, the Pumpkin King (coerentemente traduzido como "Rei do Terror"), é o herói da história e merece muitos elogios, não por ser daqueles personagens que não falham ou decepcionam, mas justamente pelo contrário: ele erra (e a mancada não é pequena), tal e qual um ser humano. Surge daí uma identificação entre Jack e aqueles que lhe assitem. Não cabe contar o dito engano, para preservar aos que não assistiram a graça do filme. Isso nos leva a outra característica humana do carismático esqueleto: ele não deixa de ser amado por seus amigos pela falha (que, inclusive, tinha intenções nobres por trás), e ainda consegue consertar as coisas. Também quando anda, canta e interage com os outros, Jack mostra que é um daqueles personagens que merecem ser lembrados (nem que seja em chaveiros, cadernos ou jogos de Playstation 2).

NOVO FÔLEGO

Como foi dito no começo do post, O Estranho Mundo de Jack, como um bom clássico, não foi esquecido com o passar dos anos (uma década e quatro anos, no caso). Exemplo disso eu mesmo experimentei há algumas semanas: na versão para GameBoy Advance do célebre jogo Kingdom Hearts (jogo de Aventura/RPG baseado no mundo Disney), lançado para PS2, o jogador visita a Cidade do Halloween, que acabou inserida na trama. Outra mostra de renovação: vê-se para vender chaveiros, mochilas, cartelas de adesivo, edições especiais de DVD e outras mercadorias baseadas no filme. Sendo alguém que assistiu a O Estranho Mundo de Jack no mínimo quatro vezes, sou obrigado a torcer pra que muitos outros tenham a oportunidade de conhecer essa obra-prima da animação!

Imagens (clique para ver) e Links:

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Versão em 3-D de Jack, feita para o jogo Kingdom Hearts.

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Jack e Sally, sua amada.

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Jack é invocado durante uma batalha em Kingdom Hearts: Chain of Memories.

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Oogie Boogie (o "Bicho Papão")! Sua música é uma das minhas favoritas.


Artigo na Wikipedia (completíssimo! em inglês)

This is Halloween (vídeo no YouTube)

Jack's Lament (vídeo no YouTube)

"O homem que comete um erro e não o corrige está cometendo outro erro"
(Confúcio, filósofo chinês, * 551 + 479 a.C. )


Mr. Moogle Postou às 9:48 PM

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Sexta-feira, Junho 01, 2007




NOVAS ABORDAGENS

O compromisso de postar ao menos uma vez por mês está em perigo: já não tenho paciência para passar duas horas em frente ao computador, digitando e corrigindo um texto grande, depois de passar muito tempo escolhendo um tema. De uns dias para cá, pensei bastante sobre como levar adiante o Moogle's Lair. Veio uma idéia: manter a proposta de um post por mês, mas não escrevê-lo "de uma tacada só", e sim dedicar alguns minutos diariamente a preparar o texto. Está acertado.

Há mais um problema: também não tenho paciência para visitar uma penca de sites, para ver se foram atualizados e, se foram, deixar comentários. O trabalho ficou sacal, e pede uma nova abordagem. A solução: manter contato via e-mail com colegas de blog, para saber quando eles postarem algo, e para que eu possa avisar quando atualizar o site. Parece muito mais estimulante do que passar uma hora fazendo visitas. Mas sem absolutismo: não vou deixar de visitar alguém que prefira divulgar por comentários suas atualizações.

Se essas duas novas práticas vingarão, só o tempo pode mostrar (os moogles torcem pelo sucesso, porque gostam muito de receber amigos visitantes). Agora, vamos ao filme!

A PRIMEIRA IMPRESSÃO...

...é a última que fica. Guardem bem essa idéia, pode ser muito motivador em suas vidas sociais. O filme analisado é prova concreta dessa teoria: "Curvas Perigosas", não podemos negar, é um título que inspira pouca confiança; a imagem da "capa", então, menos ainda, porque três homens travestidos de mulheres ilustrariam muito bem uma produção mais sem-vergonha e com uma censura um alguns anos maior, sem dúvida. Agora, se vocês não ligarem para essas idéias e lerem o verso da caixa, estarão mais perto de fazer algo que lhes recomendo fortemente: alugar o filme! Ao final dos 93 minutos da produção, a primeira impressão será apenas uma pequena lembrança, e vocês provavelmente terão vontade de repetir a dose de Curvas Perigosas.

PRIMEIROS MINUTOS

Vamos supor que vocês tenham desembolsado algum dinheiro para alugar nosso objeto de análise. Devo lhes dizer: os primeiros minutos do filme são pouco atraentes, porque têm como foco o clichê das irmandades estadunidenses, com muita bebedeira e (por que não dizer?) promiscuidade, embora esta não seja explícita (é bom reforçar esta idéia, para que ninguém tenha receio de assistir). Será este o clima do filme inteiro? Não, mesmo! Por uma razão logo revelada, os três protagonistas são expulsos da irmandade (significativamente denominada K.O.K.), e terão de se virar para resolver o problema. A partir daí, o clima de orgia passa a ser uma mera referência secundária, já que Adam (Michael Rosenbaum, um dos atores de quem mais gosto), Dave (Barry Watson) e Doofer (Harland Williams) passam da K.O.K. para uma residência feminina, D.O.G. (sigla igualmente sugestiva). Vestidos de mulher, não têm tempo nem recursos para sacanagem!

PERPECTIVA FEMININA E OUTRAS QUALIDADES

A grande sacada dessa comédia é o "drama" dos protagonistas de entrar no dito "mundo feminino": maior preocupação com beleza (é claro que eles não teriam chance se os outros personagens não fossem tão bitolados) e a obrigação de entender a fisiologia das mulheres (fundamental para manter as aparências). Nessa empreitada, o lado masculino às vezes deixa escapar algo, criando situações essenciais para a boa comédia. Como diz um amigo meu, "absolutamente genial"! A maneira como os três contornam as dificuldades depende de sua genialidade, não dependendo apenas da falta de noção dos outros personagens. Fora isso, os diálogos são muito bem elaborados e as cenas de comédia são, como diz outro amigo meu, "totalmente excelentes".

UM DEFEITO

Na enxurrada de qualidades, infelizmente sempre aparece um defeito. Não são muitas as comédias que demonstram uma postura crítica diante de problemas reais, e Curvas Perigosas aparentemente não é uma delas: o desprezo sofrido pelas mulheres da D.O.G. (reconhecidamente uma irmandade de mulheres feias e/ou esquisitas) aparentemente se resolve no final. Na vida real, seria improvável que nenhuma delas apresentasse sintomas de depressão ou distúrbios devidos ao bullyng. Vale a pena refletir sobre o assunto, porque o filme não retrata como deveria a seriedade do problema. Apesar disso, ainda considero (e faço coro com minha querida irmã) Curvas Perigosas uma das melhores comédias que já vi! E aí, já planejaram a qual locadora vão?


"Quando procuramos o bem de nossos semelhantes, encontramos o nosso
(Platão)"

Mr. Moogle Postou às 8:14 PM

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Sexta-feira, Março 09, 2007





THE FUTURE IS COMING ON

Mais um mês se passa sem novidades aqui no blog. Desmotivação para escrever? Falta de assunto? Bom se fosse: poucas visitas, eis o problema. O post A Worthwhile Experience teve uma repercussão muito boa, mas minha resenha de Senhora não chamou tanta atenção (apesar de ter sido lido pela amiga que me indicou o livro, o que me deixou feliz, sem dúvida). O que aconteceu? Alguém emendou o feriado do Carnaval para o mês inteiro? De qualquer forma, estou de volta. A partir de hoje, fica combinado um post por mês. Sinto a falta daquela época em que eu postava a cada quinze dias, mas essa época já passou.

A alegria por ter alcançado um grande objetivo (ingressar na UFPR) contrasta com a tristeza por reconhecer que certas amizades não são devidamente valorizadas e correspondidas. Você pode admirar uma pessoa (ou um grupo de pessoas), e sempre terá de encarar a possibilidade de ela não se importar. A indiferença é o cúmulo, mas a rejeição também fere. E pensar que tudo isso só vale a pena se você encara essas más experiências como um recurso para o fortalecimento pessoal. Coisas piores virão, mas do mesmo modo novas alegrias também. As decepções são um preço a pagar pela oportunidade de viver.

FAMIGLIA

O que escrevi no começo do post não tem nada a ver com a resenha em si. Essa tem uma motivação bastante simples: durante as férias, assisti com meu pai à trilogia "O Poderoso Chefão" (em inglês, The Godfather, cuja tradução mais próxima seria "O Padrinho"). Pra dizer a verdade, achei os filmes violentos demais, mas trata-se de uma sequência bastante conhecida e, já comprovei isso, bastante apreciada. Vale a pena dizer que, depois de ver o segundo filme, já me acostumei com a brutalidade do enredo.

Dirigidas por Francis Ford Coppola e baseado em livro escrito por Mario Puzo, as três partes de O Poderoso Chefão se passam em Nova York nas décadas de 40 e 50. Filmadas na época em que o escritor Puzo (falecido em 1999) estava em ascensão - o que deve ter motivado a adaptação da trama ao cinema -, contam a trajetória da família Corleone, envolvida até as últimas consequências em atividades ilegais. Juntando várias qualidades (como as interpretações dos atores e a meticulosa recriação de cenários de época), a trilogia (ou, como prefere o diretor, "dois filmes e um epílogo") foi um sucesso absoluto, tendo sido relançada em 2001 num box especial para colecionadores. Quem diria que o diretor escolhido não gosta de cenas de violência, ou que Marlon Brando e Al Pacino (Michael Corleone) só foram escolhidos após muita insistência? Houve grandes dificuldades até as filmagens serem concluídas mas, para nossa sorte, todas foram superadas, de uma forma ou de outra.

THE GODFATHER

O antológico personagem Vito Corleone, vivido pelo ilustre e falecido Marlon Brando, é certamente um dos mais marcantes da trilogia. Patriarca da família que mais se destaca nos filmes, Don Corleone é conhecido por seus amigos como "O Padrinho", apelido que remete aos laços de amizades que criou ao ajudar (ainda que com métodos pouco convencionais) as pessoas desesperadas que o procuravam. A história de Vito é contada com maiores detalhes no segundo filme da trilogia. Como as cenas de ação são quase todas protagonizadas por seus filhos (Sonny, Fredo, Mike e Connie), o "padrinho" aparece menos do que eu acho que deveria.

De onde vem sua força, já que aparece pouco em relação a outros personagens? A interpretação de Brando junta-se ao carisma de Don Corleone para criar um homem que certamente merece todo o respeito que os outros lhe devem. Marlon Brando receberia um Oscar por sua atuação, mas (vejam só) recusou o prêmio porque não gostava de HollyWood

Recomendo aos meus estimados visitantes que acessem este link do site Omelete.com.br, que publicou uma resenha, como dizem alguns amigos meus, "totalmente excelente"! Mas tomem cuidado, porque algumas partes da trama são reveladas (essas revelações são conhecidas como spoilers). E não deixem de conferir o livro que está por trás da trilogia. Não tive a oportunidade de lê-lo por completo, mas li uma parte e aprovo o estilo rápido e envolvente. Para finalizar, quero agradecer à Mel (minha moogle-irmã jaá conhecida por alguns de vocês) pela ajuda com a edição da imagem-título, a meu moogle-pai pela oportunidade de assistir à célebre trilogia, e a todos os moogle-visitantes que me levam a continuar com este blog!

Vejo vocês em Maio!

"Vou lhe fazer uma proposta que ele não poderá recusar"
(Vito Corleone, dizendo a um de seus amigos como poderá ajudá-lo)



Mr. Moogle Postou às 10:28 PM

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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007







LAZY, BUT ALIVE

Não é difícil admitir que estou um tanto improdutivo neste período de férias, escrevendo pouco. As distrações são muitas - videogame, leituras, YouTube - e não têm nada a ver com os estudos que me mantiveram afastado do blog por muito tempo. Agora que o mês de Janeiro está quase no fim, só me resta fortalecer minha disposição e escrever em Fevereiro como se deve.
A divulgação do resultado do vestibular da UFPR já foi há semanas e, como as notícias se espalham rápido, não preciso comentar muito. Quero agradecer a todos pelos parabéns e, ainda, por todo o apoio dado ao longo da jornada. Aliás, uma nova está para começar, e sei que posso contar com a fé de vocês e continuar buscando o verdadeiro sucesso. Valeu!

CLASSIC

Talvez este não seja um fenômeno antigo, mas é fato que, atualmente, é muito comum considerar a literatura clássica como algo erudito e meio chato. Realmente, conheço poucas pessoas dispostas a ler obras antigas, escritas em contextos históricos muito diferentes do atual. Na verdade, foi por recomendação de uma amiga que resolvi ler "Senhora", célebre obra de José de Alencar. Escrita n século XIX, durante o Segundo Império do Brasil (exercido por D. Pedro II), a obra pode ser classificada como um "romance urbano", uma vez que retrata o cenário e os costumes da alta sociedade (o "pessoal da cidade") fluminense da época. José de Alencar foi um homem influente em sua época, atuando na política, e um escritor prolífico, produzindo vasta obra literária. Deixou uma pequena biografia, intitulada "Como e Por Que Sou Romancista" (dizem que o título fora escrito de forma incorreta, originalmente, com "por que" junto), mas recomendo aos interessados na vida do escritor que procurem estudos mais detalhados.

A "FARRA" DE ANTIGAMENTE

Baladas, raves, boates? "Selinho" e "ficar"? Esqueçam: nos tempos em que se desenrola o enredo de "Senhora", a grande diversão dos mais abastados eram bailes e apresentações de teatros. Não sei como era o namoro na época, mas uma coisa é certa: os casamentos realizados por interesses financeiros e sociais (sendo que o amor entre o casal era, às vezes, deixado em segundo plano) eram bastante comuns. Traziam, também, obrigações que não se vêem hoje com frequência: visitar parentes e amigos, promover e frequentar bailes, festas e reuniões. Tudo isso ajudava a formar a imagem do casal diante da sociedade. Vale lembrar que estamos falando da alta sociedade, porque esta é a retratada em "Senhora".

ROMANTIC

Uma das marcas registradas da obra é o uso frequente, por parte do autor, de imagens românticas e descrições poéticas do cenário e dos personagens. Vejam este trecho como exemplo: "Conversaram menos de si; falando sobre coisas indiferentes ou banais, acontecia-lhes durante muitas horas esquecerem-se da fatalidade que os tinha unido em uma eterna colisão para se dilacerarem mutuamente a alma" (pág. 179). Se vocês preferem uma leitura mais ágil, infelizmente não posso recomendar-lhes "Senhora". Se, porém, gostam desse tipo de literatura, aí a conversa é outra...

AURÉLIA

Não seria interessante revelar muitos detalhes do enredo, porque estragaria muitas surpresas.Vale a pena, por outro lado, falar um pouco a respeito da protagonista, Aurélia Camargo: caprichosa e imponente, é uma mulher notavelmente forte. A maneira como sua vida se cruzou com a de Fernando Seixas, porém, lhe trouxe desafios que só podem ser superados por um espírito forte. Como ela vai lidar com isso? Só lendo para saber.

Mr. Moogle Postou às 7:56 PM

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Desde a ultima vez em que me olhei no espelho,me chamo Guilherme Souza

E apareci neste mundo para curtir a vida em 29 de Out

Há bem-vividos, enriquecedores e mesmo complicados 18 anos

E se alguem quiser me passar um e-mail por algum motivo,mandem pra guilherme.b.souza@uol.com.br ou guilhermesouza89@gmail.com

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